O Tesouro Secreto dos Templários

de

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«Os melhores ingredientes deste romance são o ritmo vertiginoso e a intriga inventiva e controversa.» Publishers Weekly

Um livro antigo esconde uma riqueza incalculável. Os mistérios dos cavaleiros do Templo que a História não conseguiu apagar. 


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ISBN: 9789897245350 Edição ou reimpressão: Setembro de 2020 Páginas: 396 Dimensões: 23.50 x 15.50 x 0.00 cm Peso: 300 Categoria: Temática:

O primeiro romance de James Becker publicado em Portugal depressa alcançou o estatuto de bestseller internacional. James Becker fez parte da Marinha Real Britânica durante mais de 20 anos, e participou em várias operações secretas. A sua série de romances ambientada na Idade Média, tendo os cavaleiros Templários como pano de fundo, tornou-o reconhecido internacionalmente. 

Neste livro, tudo começa quando uma alfarrabista compra uma coleção de livros antigos e depara-se com uma frase em latim, Ipse Dixit, inscrita na capa de um dos volumes que tem a forma de um pequeno cofre. No interior encontra um pergaminho com uma mensagem codificada. Apostada em investigar a origem do documento, Robin recorre a David Mallory, especialista em criptografia, para descodificar a mensagem. No meio de uma série de aventuras, Mallory acaba por estabelecer a ligação do código aos Templários e a mensagem revela a localização de um mistério com mais de sete séculos, onde, ao que tudo indica, existirá um tesouro dos cavaleiros mais famosos da História.

Primeira Página

Acre, Palestina, maio de 1291
— Não temos escolha. Concordamos ou morremos. Todos. Nada podemos fazer.
    Pierre de Sevry, marechal dos Cavaleiros Templários na Terra Santa, apoiou a mão esquerda no botão do punho da espada embainhada e fitou o grupo ali reunido. Tinha a túnica branca com o símbolo inconfundível da ordem — a croix pattée vermelho-sangue —, usada de várias formas desde 1147 para indicar filiação nessa ilustre companhia de monges guerreiros, rasgada e manchada de sangue, algum era dele próprio. A armadura de placas encontrava-se amolgada; esburacada e danificada devido ao combate quase constante, característica diária do cerco de Acre desde o primeiro ataque dos mamelucos à cidade.
    Os mamelucos, uma casta de elite de escravos guerreiros que haviam combatido ao serviço dos governantes egípcios durante mais de um século, tinham assumido o poder no Egito há pouco tempo, pondo fim ao reinado dos descendentes do grande líder muçulmano Saladino. Trinta anos antes, lograram aniquilar por completo um exército mongol em Ain Jalut, a sul de Nazaré, e não eram derrotados desde então. Constituíam, sob todos os aspetos, adversários temíveis.
    Uma voz sonante ressoou na câmara subitamente silenciosa.
— Por mim, daria de bom grado a minha vida nesta gloriosa missão. Pierre de Sevry fitou o cavaleiro que falara, um homem que sabia ter dado mostras de evidente bravura nos últimos dias, e assentiu.
— Nenhum de nós duvida da tua coragem nem da tua determinação, meu irmão, e estamos preparados para dar a vida pela honra de Deus, todos os dias, desde que aqui chegámos. Porém, não sinto o mínimo desejo de me sacrificar, ou a algum membro desta ordem, sem razão de ser. Somos um mero punhado de homens, menos de duzentos, e, segundo a última contagem, o sultão Calil reuniu um exército de mais de cento e cinquenta mil soldados, para não mencionar as suas armas de cerco e catapultas e os seus mineiros que estão provavelmente neste momento a abrir túneis no chão sob os nossos pés. Mesmo que, confrontado com a batalha iminente, cada um de nós conseguisse matar quinhentos inimigos, restariam para cima de cinquenta mil. É um combate que não podemos vencer, seja o que for que façamos, ou a coragem que demonstremos. Se decidirmos lutar, é sinal de que estamos decididos a morrer. E se morrermos, então a única hipótese que as forças da cristandade têm de recuperar a Cidade Santa morrerá connosco.