O Cemitério dos Amores Vivos

de

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O mais recente romance do premiado jornalista Jorge Araújo. Um história sobre alienação parental que não deixará ninguém indiferente. 


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ISBN: 9789897242021 Edição ou reimpressão: Fevereiro de 2015 Páginas: 148 Dimensões: 23.50 x 15.50 x 1.00 cm Peso: 288 Categoria: Temática:

O novo romance de Jorge Araújo é sobre a história de um amor incondicional e de um ódio sem limites. Do amor de um pai pelo filho, do ódio de uma mulher abandonada que faz do filho arma de destruição. Destruição do pai. Nestas páginas, caminha a dor de um pai privado do filho, a força avassaladora desse inferno. Como é possível um pai enterrar um filho que respira? Onde fica o cemitério dos amores vivos? Quanto tempo resta para que o início do amor regresse?


Excertos
Deixei-me ficar, as mãos enfiadas no mais fundo dos bolsos, os dedos a aconchegarem as arestas do mau agoiro. O olhar ajoelhado ao peso do destino.

Desde que recebi aquele telegrama, não penso em mais nada, a voz de dentro não se cala, as palavras morrem-me nos lábios, falam mais alto mas não querem ser grito, apenas pensamento. Tinha tanta coisa para lhe dizer, imaginara o discurso mas, no fundo, sabia que acabaria por quase nada falar. O que é que se diz a uma pessoa que se ama, que se ama assim, que se ama tanto que até se odeia, que se ama e odeia no mesmo respirar?

Um telegrama do meu filho? ─ A incredulidade a estender o tapete vermelho ao pavor.
O meu filho.

Não vejo o meu filho, o meu único filho, há mais de dezassete anos, três meses e vinte e três dias  - sou fraco a matemática, mas nunca me engano na aritmética dos sentimentos. 

O teu pai morreu – foi assim que a mãe o arrancou de mim. 
Aquela frase tinha licença de porte de arma. Cirúrgica, assassina, desferida a tiro, à queima-roupa. Doeu muito ouvi-la, muito é nada, ainda hoje o meu coração morre só de recordar a entoação com que foi pronunciada.