Ouro Preto

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Ouro Preto é um romance que se lê num ápice e no qual reconfirmamos Sérgio Luís de Carvalho como um dos principais autores portugueses de romances históricos da atualidade. 


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ISBN: 9789897242823 Edição ou reimpressão: Julho de 2016 Páginas: 296 Dimensões: 23.50 x 15.50 x 1.90 cm Peso: 205 Categoria: Temática:

O paraíso terreal, em que Adão foi criado, está no Brasil, perpendicular ao lugar em que Deus tem o seu trono no céu. Porque no Brasil se acha o fruto da árvore da vida, que são as bananas compridas, e o da ciência que são as bananas curtas, e frutos e rios e delícias. Pedro de Rates Henequim, profeta e herege (1680-1744)

Sérgio Luís de Carvalho é autor de uma vasta obra composta essencialmente por romances inspirados em factos reais e livros de divulgação de histórica. Ouro Preto é o título do seu mais recente romance, um livro que remete o leitor para uma Lisboa deslumbrada pelo brilho do ouro do Brasil e amesquinhada pela pobreza.

Entre a comédia e a tragédia, este romance baseado em factos reais transporta-nos para o cenário ostensivo e bizarro do Portugal setecentista. Estamos em pleno século XVIII, vivem-se perigosas manobras políticas, segredos de alcova, amores, desamores e traições insinuam-se por detrás das procissões, dos autos de fé e das festas cortesãs. Sejam bem-vindos ao reinado de D. João V, o rei que nos fez sonhar com o ouro preto. 

Sendo certo que, como se disse antes, mesmo a noite mais escura é sempre sucedida pela luz da madrugada, assim a subida ao trono de El-Rei D. João V iluminou o Paço Real com uma chama dourada que os tempos vindouros se encarregariam de lustrar ainda mais. (…)

E então foi um estupor brilhante. Se outrora a humilde corte portuguesa mais se parecera com um beatério de arrabaldes ou com um palacete de província (o que causava desgosto nas infantas estrangeiras que vinham para matrimónio, acostumadas a outros requintes cortesãos), se outrora a corte portuguesa fora um beatério ou um palacete, dizia-vos, eis que agora, com o novo rei, a dita corte se enfeitou de refinamentos e francesismos a que ninguém estava habituado. As damas começaram a poder entrar no Paço, primeiro lentamente, lentamente entrando nas alas palacianas, nas Salas dos Embaixadores ou dos Leões, mirando em soslaio à sua volta assim como quem não quer a coisa; mas depois, passada a surpresa por tamanha liberalidade, logo elas encheram as salas de froufrous roçagantes e de sorrisos escarninhos que faziam os homens olhá-las quando elas passavam, fingindo, é claro, que não davam por nada. 

O ritmo e a linguagem dão vida à narrativa, intercalada amiúde por cartas de Pedro de Rates Henequim dirigidas a D. Nuno da Cunha e Ataíde, cardeal e inquisidor-mor do reino, e missivas de Alexandre de Gusmão para D. Luís da Cunha, embaixador de Portugal em Paris.