Caso BES - O Impacto da Resolução na Economia Portuguesa

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CASO BES - O Impacto da Resolução na Economia Portuguesa explica de que forma a queda do banco líder no financiamento às empresas afetou o crescimento da nossa economia. José Poças Esteves e Avelino de Jesus, - autores do primeiro volume dedicado ao designado CASO BES - em conjunto com Isabel Proença e Zorro Mendes (Professores do ISEG), chegaram à conclusão que a queda do Banco Espirito Santo retira 14% ao PIB português em 7 anos (2015-2021) .


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ISBN: 9789897244117 Edição ou reimpressão: Páginas: 336 Dimensões: 23.50 x 15.50 x 1.80 cm Peso: 530 Categoria: Temática:

O livro CASO BES - O Impacto da Resolução na Economia Portuguesa, de José Poças Esteves e Avelino de Jesus, conclui que o fim do Banco BES conduzirá a uma quebra de 14% do PIB em 7 anos (2015-2021) e ao afastamento do financiamento da Banca e das empresas. Estas são as principais conclusões dos autores, após análise das características fundamentais da economia portuguesa, do nosso sistema financeiro, crédito e economia, sempre apoiados por quadros e gráficos sobre a evolução do país ao longo das últimas décadas. 

Já para Eduardo Catroga, ex-Ministro das Finanças, que prefacia o livro, «O tema da resolução do BES tem sido abordado de forma emocional e tem faltado frieza e objetividade para avaliar e entender os acontecimentos. (…) a ausência de uma banca de base nacional, internacionalizada e de grande proximidade e envolvimento com as empresas, tem consequências negativas de grande monta para a economia portuguesa. O BES era um banco especial, cujo desaparecimento afetará por muito tempo a capacidade de crescimento da economia portuguesa.»

Para os autores, a perda do PIB devido à resolução do BES é, em 2015, segundo a investigação efetuada, de € 600 milhões, correspondendo a 0,36% do PIB efetivo do ano. Em 2016, a perda sobe para € 1.100 milhões, representando 0,6 % do PIB. As perdas totais crescem nos anos seguintes, devido ao efeito acumulativo. No ano de 2017, as perdas de PIB são de 1,3% (€ 2,3 biliões), evoluindo até atingir 3,9% em 2021 (€7,2 biliões). No conjunto de sete anos do período 2015-2021, as perdas totais acumuladas do PIB atingem € 25,2 biliões, representando perdas relativas de 14% do PIB.

Os valores da análise quantitativa revelam, segundo Poças Esteves e Avelino de Jesus, uma perda de 0,65% por ano, no PIB. Por outro lado, a análise qualitativa mostra que as características e comportamento do BES pré-resolução correspondem às necessidades do crescimento económico português e a sua eliminação não pode deixar de significar uma forte punção suplementar sobre o não crescimento económico. Comparada, por exemplo, com a crise de 2008, a resolução tem um impacto sobre o PIB que representa 20% daquela. Por seu turno, a resolução representa um impacto que é 9% do efeito da distância de Portugal aos principais mercados e 7% da política laboral.

Para elaborar a análise quantitativa deste estudo, os autores recorreram a um processo recente, mas com provas dadas, o método contrafactual sintético (que é complementado com a utilização de uma metodologia tradicional, mas atual e de eficácia comprovada, a análise intersectorial). A questão de saber o que ocorreria se determinados acontecimentos não tivessem existido atravessa-se em numerosas circunstâncias. O método contrafactual sintético é um método novo que responde a esta antiga preocupação.

Como observa Eduardo Catroga no prefácio “o método contrafactual sintético foi proposto, pela primeira vez, por Alberto Abadie e adotado para integrar a avaliação do efeito macroeconómico da resolução do BES é uma escolha acertada. É uma metodologia de ponta e em fértil desenvolvimento de aplicações e melhoramentos. O método vem preencher uma lacuna muito relevante que existia quando se pretendia fazer de inferências causal em estudos comparativos com um reduzido número de observações e de agentes. Daí que este desenvolvimento econométrico tenha sido avidamente adoptado e aplicado na avaliação de programas e políticas públicas”.

O livro que analisa, quantitativa e qualitativamente, o impacto macroeconómico da resolução do BES utiliza uma base de dados própria construída expressamente pela SaeR para o efeito, contendo 44 indicadores retrospetivos para o período de 2001-2015 e para os sete principais bancos (BES, BCP, BPI, Crédito Agrícola, CGD, Montepio e Santander). O cálculo dos efeitos quantitativos abrange um período de sete anos (2015-2021).

Para proceder à análise qualitativa dos impactos, a investigação identifica, primeiro, os fatores profundos do crescimento económico português e as suas relações com o sistema financeiro, para, depois, confrontar os resultados obtidos com as características relevantes e o comportamento do BES antes da resolução.

Recorde-se que no primeiro volume, CASO BES – A Realidade dos Números, José Poças Esteves e Avelino de Jesus, coordenadores de ambos os estudos, partiram dos dados oficiais e do recurso às fontes primárias de informação para analisarem de forma rigorosa e detalhada o impacto da crise global na situação económica e financeira do BES e do GES.

Depois de analisarem a crise internacional, as suas características e o impacto em Portugal e a avaliação das consequências da queda do BES e do Grupo Espírito Santo na economia portuguesa, centraram agora as suas atenções, quantitativa e qualitativamente, no impacto macroeconómico da resolução do BES.