África Acima

de

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Uma viagem épica por um continente impressionante. Em autocarros e comboios, em balsas e bicicletas de ocasião, 
à boleia em camiões ou a pé com a mochila às costas, Gonçalo Cadilhe atravessou África desde o cabo da Boa Esperança, no extremo Sul, até ao Estreito de Gibraltar, no extremo Norte, sem recorrer ao transporte aéreo. 


PORTES: GRÁTIS DISPONIBILIDADE: Em Stock DESCONTO IMEDIATO DE 10% * DESCONTO VÁLIDO PARA O DIA 23/07/2019 Sobre preços e promoções consulte as nossas Condições Gerais de Venda.
ISBN: 9789897244728 Edição ou reimpressão: Maio de 2019 Páginas: 0 Dimensões: 23.50 x 15.50 x 0.00 cm Peso: 300 Categoria: Temática:

África Acima é um livro sincero e deslumbrado, em que as amizades, o humor, a tolerância e a humildade conseguem vencer a miséria, a corrupção, as estradas desfeitas e o calor brutal. Gonçalo Cadilhe redescobre a magia e os mistérios de uma África que continua a fascinar as pessoas.

«Estou no fim de África, no início dos meus passos por ela acima. Começo hoje uma longa e imprevisível travessia do continente africano, um devaneio orientado por um simples objectivo: regressar a casa. É este o meu projecto: atravessar África. Prosseguir do Sul para o Norte utilizando as estradas do continente, recorrendo aos transportes públicos, aos autocarros maltratados pelos anos, aos comboios que ainda andam, pedindo boleia, viajando com as pessoas da terra - em terra onde estiver, farei como vir fazer. Excluo o transporte aéreo, voar sobre África não é viajar por África. Aliás, voar não é viajar.»

«Três agentes bombardeiam-me de perguntas. Para quê a fotografia num lugar «estratégico»? Era um souvenir. O que faço no Zimbabué? Sou um turista. Onde estão os meus comprovativos do banco a demonstrar que troquei legalmente o meu dinheiro? Perdi-os. Os agentes riem-se com escárnio das minhas declarações. Começam a acusar-me de várias coisas: espionagem, declarações falsas, tráfico de divisas. Decidem que terei que passar a noite na prisão e no dia seguinte explicar-me perante um juiz. Agora estou mesmo com medo. Estou a tremer.»

«Quando chegamos a Teli já é noite. O David apresenta-me o seu «hotel quase pronto». É uma espécie de arrecadação de lama, pedra e palha entrelaçada. Aponta para o terraço. Será o meu quarto. Dá-me um balde, é a casa de banho. «Há muito luar esta noite, não precisas de lanterna», continua. «Lá em cima encontras um colchão, um mosquiteiro e os lençóis dobrados.» Com paredes destas só o céu lhes poderia servir de telhado, penso. Subo ao terraço, faço a cama, monto o mosquiteiro, deito-me. (…) Em vez de uma mesinha-de-cabeceira, tenho a silhueta de uma árvore enorme contra a lua. E a música de embalar é o zumbido de centenas de mosquitos frustrados, dançando impotentes à volta do mosquiteiro. Tento adormecer, depois mudo de opinião: prefiro aproveitar acordado uma das noites mais poéticas e envolventes da minha vida.»