A Guerra de Libertação de Angola

de

17,00€ 15,30€*

Uma obra essencial para compreender a guerra de libertação de Angola e a luta de Portugal para manter a soberania 
do território ultramarino ao longo de treze anos. 


PORTES: GRÁTIS DISPONIBILIDADE: Em Stock DESCONTO IMEDIATO DE 10% * DESCONTO VÁLIDO PARA O DIA 22/09/2019 Sobre preços e promoções consulte as nossas Condições Gerais de Venda.
ISBN: 9789897244872 Edição ou reimpressão: Setembro de 1019 Páginas: 224 Dimensões: 23.50 x 15.50 x 0.00 cm Peso: 340 Categoria: Temática:

Quando um grande grupo de rebeldes invadiu Angola, a partir do Congo recentemente independente, anunciou o dealbar de uma nova guerra de independência africana.

Entre 1961 e 1974, Portugal combateu três guerras separadas em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau. O conjunto das suas áreas era mais de 20 vezes o tamanho da Metrópole. Nessa época, Portugal era um país empobrecido – o segundo mais pobre da Europa, presumivelmente a seguir à Albânia – com uma população de apenas nove milhões de pessoas e forças armadas de pequenas dimensões e com fraco orçamento, apesar de ser membro da NATO. E, todavia, Lisboa conseguiu gerir várias campanhas militares em África durante mais tempo do que oficialmente o exército americano no Vietname. Também o fez com espantosa obstinação e alto grau de eficácia durante grande parte desse tempo, independentemente de algumas dificuldades logísticas quase devastadoras.

Em 1974, as campanhas militares consumiam quase metade do PIB de Portugal e para os observadores externos – e também para alguns em Portugal – afiguravam-se um esforço claramente insustentável. Seria a revolução de Abril e a consequente mudança de governo a assinalar o fim do Império Português. As Forças Armadas portuguesas não podiam contar com a vitória, mas também nunca foram derrotadas no sentido convencional. Com o 25 de Abril perderam-se os ganhos das vitórias militares e sociais duramente conquistadas e seguiram-se décadas de guerras civis e muita destruição nas antigas colónias portuguesas. 

Portugal enfrentou uma guerra que não podia ganhar durante 13 anos. Foi a revolução de Abril que, ao derrubar o Governo, marcou o fim rápido do Império Português. Lisboa governara os seus territórios africanos por quase cinco séculos, nem sempre sem contestação, mas com suficiente eficácia para criar uma tradição lusitana duradoura. A marca é indelével e permanece gravada na língua, nos costumes e nas tradições.