A Desonra de D. Afonso VI

de

17,00€ 15,30€*

O fim do domínio espanhol em Portugal e as guerras da Restauração. De um reinado atribulado ao desterro. Eis a história de um rei que morreu prisioneiro. 


PORTES: GRÁTIS DISPONIBILIDADE: Em Stock DESCONTO IMEDIATO DE 10% * DESCONTO VÁLIDO PARA O DIA 14/11/2019 Sobre preços e promoções consulte as nossas Condições Gerais de Venda.
ISBN: 9789897244926 Edição ou reimpressão: Outubro de 2019 Páginas: 368 Dimensões: 23.50 x 15.50 x 0.00 cm Peso: 300 Categoria: Temática:

D. Afonso VI nasceu em 1643, três anos depois da Restauração da Independência. Era o fim da União Ibérica, um eufemismo para designar os sessenta anos em que Portugal esteve sob o domínio da Monarquia Espanhola. A Guerra da Restauração foi o mais longo conflito armado da História de Portugal, culminando com o tratado de paz entre Portugal e Espanha em 13 Fevereiro de 1668. 

Além da deficiência que quase lhe paralisava metade do corpo, dos pés à cabeça, D. Afonso VI carregava o anátema de preguiçoso. Era indisciplinado, recusava os ensinamentos que os tutores lhe queriam impor, resistia a tudo que lhe requeresse concentração. A preguiça intelectual desaguou no gosto por práticas rudes, vida fácil e desbragada, fazendo-se acompanhar de gente nada recomendável. Essas escolhas levariam uma certa nobreza a desprezá-lo, um rei que os envergonhava e se deixava dominar por delinquentes.

D. Afonso VI foi aclamado rei após a morte de D. João IV, mas só reinaria a partir de 1662, depois de a mãe, D. Luísa de Gusmão, deixar a regência do reino. O rei foi acusado de impotência pela mulher, esposa impúdica e adúltera que, dando as mãos a D. Pedro, irmão desleal e ambicioso, arrancou da cabeça do Rei a coroa para colocá-la na cabeça do Infante. Sem apoios, D. Afonso aceitou sem protestar a deposição, enquanto decorria o processo de anulação do matrimónio. Acabaria por ser acusado dos piores pecados num julgamento orquestrado pela rainha, pelos jesuítas e pelo poderoso duque de Cadaval.

Depois das inclinações vis, os gostos obscenos, as fúrias violentas, ficou a D. Afonso VI a mansidão e a loucura obediente, até que uma qualquer decisão o fizesse desaparecer para sempre. Esse dia chegaria na forma de desterro. A 24 de Maio de 1669 foi levado para Angra do Heroísmo, ficando lá cerca de cinco anos. Acabaria os seus dias encarcerado num quarto com grades no palácio da vila de Sintra, para onde veio em 1674, falecendo em 1683.

No seu curto reinado ocorreram as batalhas que determinaram a vitória do exército português e a confirmação definitiva da independência de Portugal: Ameixial (1663), Castelo Rodrigo (1664) e Montes Claros (1665). Assim, mesmo que o rei tivesse sido depravado, deficiente, louco, ficava bem lembrá-lo de um modo triunfal. A História recorda-o como o Vitorioso. No final do livro, o leitor fará a sua própria interpretação sobre este rei caído em desgraça.