O Exílio do Último Liberal

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De Coimbra a Londres, dos divodignos ao roubo de cadáveres:  eis os principais ingredientes deste romance de Sérgio Luís de Carvalho. A revelação de uma das mais enigmáticas sociedades secretas que Portugal já conheceu. 


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ISBN: 9789898452214 Edição ou reimpressão: Junho de 2012 Páginas: 340 Dimensões: 23.50 x 16.00 x 1.00 cm Peso: 430 Categoria: Temática:

Baseado em factos reais, O Exílio do Último Liberal parte do mistério dos divodignos – uma sociedade secreta criada por estudantes de Coimbra que os partidários absolutistas de D. Miguel perseguem com encarniçado ódio – e das lendárias histórias de roubos de cadáveres para mergulhar o leitor num ambiente marcado pela Revolução Industrial, pelas brumas de uma nação envolta em progresso e em miséria.

É aí que vive Salvador, um jovem português que se torna assistente de um médico anatomista do hospital londrino de São Tomás. Necessitado de dinheiro, o exilado liberal aceita tornar-se ressurrecionista, isto é, ladrão de cadáveres. O seu quotidiano é assim passado entre os bairros pobres, entre os seus pares que também anseiam pela queda de D. Miguel, e entre as suas tarefas no hospital. Contudo, Salvador esconde um segredo que lhe atormenta a alma; um segredo capaz de comprometer o seu regresso a Portugal e que ele tenta, em vão, esquecer.

Na confluência destes dois mundos e com o rigor histórico a que já habituou os seus leitores, Sérgio Luís de Carvalho construiu os pilares de uma história ora trágica ora pícara que, envolta no fog londrino, dá a conhecer um pouco melhor este período da História nacional.

«Naquele ano de 1832 erguiam-se forcas em Portugal e fábricas em Inglaterra. Irmanadas na paz, na guerra e na mútua desconfiança por um velho tratado de cinco séculos, as duas nações pareciam agora unir-se também pelas artes da construção civil e da engenharia. Porém, enquanto na pátria de D. Miguel eram toscos cadafalsos que se erguiam nas praças e nas encruzilhadas, na terra de Guilherme IV eram oficinas, minas e usinas que distribuíam a riqueza e a pobreza em doses desiguais.

Enfim, num lado reprimia-se a Revolução Liberal; no outro, impunha-se a Revolução Industrial. A verdade, todavia, é que pereciam mais pessoas nas fábricas do que nas forcas; e dentro daquele espírito prático tão próprio dos países prósperos, até os mortos ingleses tinham a sua utilidade. Afinal, como afirmaria poucos anos depois um escritor que consumia as insónias deambulando pelos becos de Londres: «Era o melhor dos tempos, era o pior dos tempos.» in Prólogo



Factos Reais 
Os divodignos foram uma sociedade secreta, composta maioritariamente por estudantes, que via na ação armada a forma de resistir contra o absolutismo, ou o poder soberano (iluminados pela revolução francesa).

Os ladrões de túmulos, popularmente chamados ressurrecionistas, também existiram. De noite, invadiam os cemitérios, retiravam os corpos recém-sepultados das urnas e iam entrega-los nas faculdades de medicina onde eram usados nas aulas de anatomia.