
Mobilidade no Futuro
Mobilidade no Futuro antecipa as maiores transformações na forma como o ser humano se desloca.
A mudança tornou-se parte do nosso quotidiano. É talvez a característica que melhor define a era de digitalização em que vivemos. Milhares de milhões de pessoas têm acesso a ferramentas digitais através dos seus smartphones, e uma quantidade inacreditável de informação é produzida diariamente. Esta tendência afigura-se irreversível e tornar-se-á ainda mais dominante.
Esta característica sente-se também na área da mobilidade, numa altura em que ocorrem transformações, e se antecipam outras, apenas comparáveis às que ocorreram no início do século passado com o surgimento do automóvel. A partilha de informação em tempo real, nomeadamente das movimentações ou deslocações das pessoas, muitas vezes sem consciência, e a possibilidade de interação georeferenciada em tempo real, possibilitou o desenvolvimento de novos serviços de mobilidade.
O passo seguinte será a mobilidade preditiva, resultado da comunicação entre o ecossistema digitalizado da mobilidade e o ecossistema digitalizado da informação acerca das demais dimensões da vivência pessoal. O modo de deslocação será programado a partir das agendas pessoais ou das redes sociais. Deixaremos de procurar soluções de mobilidade para cada situação, as soluções virão até nós. Aquilo que assistimos com a digitalização da informação e os motores de busca, assistiremos no futuro com a digitalização da mobilidade e as plataformas avançadas de Mobility as a Service.
O desenvolvimento da inteligência artificial permitiu algo ainda mais desafiante, que é o surgimento de veículos sem condutor, ou veículos autónomos, cujo impacto futuro tem suscitado as mais díspares previsões e acaloradas discussões.
A energia é também um tema crucial. Decisões políticas à escala global estão a contribuir para as alterações na mobilidade, como é o caso do Acordo de Paris. A descarbonização está na ordem do dia, tendo já várias cidades anunciado a proibição a prazo da circulação de veículos movidos a gasolina e diesel, e alguns países o fim da sua comercialização, entre 2025 e 2040. Muitas cidades aproveitam esta dinâmica para reduzir a presença do automóvel nos centros urbanos, diminuindo o espaço dedicado à circulação e estacionamento de automóveis.
Este livro pretende identificar as várias forças do contexto socioeconómico que podem direcionar o paradigma da mobilidade, e discutir as diversas possibilidades de evolução.
- Que paradigmas sustentarão a mobilidade no futuro?
- Que novos modos de transporte podem surgir?
- Os veículos autónomos vão eliminar a condução humana?
- Qual o papel do transporte público?
- Quais as transformações que a futura mobilidade exigirá às cidades?
- Quais serão os impactos socioeconómicos?
Estamos na iminência de uma revolução, e esta obra antecipa as maiores transformações na forma como o ser humano se desloca desde que foi inventado o automóvel há mais de 100 anos.
«A obra de Luís Amaral tem implícita a necessidade do acesso à mobilidade, com todos os benefícios para a sociedade, mas também é inequívoca na certeza de que as externalidades que se foram acumulando ao longo do tempo não foram só positivas, pelo que a mudança é necessária. Vai mais longe, ao propor‑nos uma imersão pelo que estima ser a mobilidade do futuro. Nessa proposta, contempla as transferências modais, acompanhadas das transformações expectáveis nas cidades e nas infraestruturas, as tecnologias, a energia e as tendências mais disruptivas associadas à condução autónoma e à inteligência artificial.» José Gomes Mendes in Prefácio






