
Não Há Coincidências
Não sei como começar esta carta, nem sei se ela fará algum sentido, mas preciso de te transmitir tudo o que ficou por dizer, antes que rebente de mágoa e de tristeza, antes que os dias se sucedam num absurdo tão vazio e idiota que perca a vontade de viver.
Tenho à minha frente o caderno que te comecei a escrever, uma espécie de diário da minha paixão contida por ti, aquele que nunca quiseste ler, embora me tivesses alimentado a esperança de um futuro longínquo, que um dia talvez pudéssemos partilhar, um projecto de vida futura que nunca passou da minha imaginação ou do teu delírio. Mas de que vale o amor sem um futuro sonhado, mesmo que nunca se concretize?
Não há Coincidências centra-se nas aventuras amorosas de Vera, uma mulher de 35 anos que oscila entre uma existência leve e o mito do Príncipe Encantado com quem sonha casar e ter filhos. Vera ama platonicamente João, vive com Tiago e tem um caso com Luís. Porque já se sabe que, quando uma mulher não ama um homem, gosta de vários.






