
Não Temos de Ser Alemães
Portugal deve deixar de viver obcecado com a dívida pública. E apostar num crescimento sustentado. Para José Matos Torres, professor universitário, o Estado tem de ter um papel ativo no desenvolvimento do país ao invés de ser um mero espectador.
É urgente que nos libertemos das políticas desenhadas no norte da Europa e inscritas no Pacto de Estabilidade e Crescimento e no Tratado Orçamental, defende Matos Torres neste livro. Para ele, há que evitar o estrangulamento económico de países periféricos como Portugal e o caminho passa por uma reforma económica profunda que não viva obcecada com o défice e a dívida pública. Há uma diferença entre boa e má dívida pública e esta, quando bem justificada, serve para lançar as bases do crescimento económico de um país.
Temos de assumir a nossa portugalidade e acreditar que somoas capazes de fazer a diferença. Mais do que salários baixos e trabalho de sol a sol, a solução passa por criar valor acrescentado através da marca Portugal.
O Estado deverá ter um papel importante nesta reforma, chamando a si determinadas responsabilidades de gestão, não se limitando a ser um mero espectador dos desígnios dos mercados. Um novo caminho económico e orçamental para o nosso país é desejável e possível.





