
O Assassino de Catarina Eufémia
«Catarina Eufémia é uma heroína da resistência que tombou em nome da liberdade e cuja memória não pode ser esquecida. (…) Um livro que nos ilumina com rigor histórico.» Ricardo Sá Fernandes in Prefácio
O Assassino de Catarina Eufémia, do jornalista Pedro Prostes da Fonseca, traz à luz factos inéditos. Nele se revisita, com rigor, a história de uma morte misteriosa e de um assassino por condenar.
A 19 de maio de 1954, em Baleizão, Alentejo, a morte de uma jovem mulher às mãos de um tenente da Guarda Nacional Republicana fez nascer uma heroína da resistência antissalazarista: Catarina Eufémia. Aos 26 anos, analfabeta e com três filhos pequeno, esta ceifeira lutava por um salário melhor quando foi morta com três tiros à queima-roupa.
Mais de 60 anos depois ainda há muito por esclarecer sobre a morte desta mulher que encantou poetas como Sophia de Mello Breyner ou Eugénio de Andrade e que inspirou milhares de trabalhadores rurais na luta por uma vida mais digna. Das poucas certezas que persistem uma é a que foi da arma de João Tomás Carrajola, oficial da GNR, que saíram os três disparos fatais.
Em O Assassino de Catarina Eufémia, o autor conta-nos a história desta mulher de rara fibra e determinação, de todo o mistério que envolveu a sua morte e da forma pouco ortodoxa como o julgamento de Carrajola foi conduzido e que levou à sua absolvição. Numa escrita repleta de pormenores e de informações inéditas, onde se destaca o acesso ao processo do autor do crime, que estava desaparecido, Pedro Prostes da Fonseca parte da pequena história do nosso país para nos fazer mergulhar na realidade de um Alentejo onde a fome grassava e de um Portugal amordaçado pela ditadura.






