book

O Edifício de Pedra

Com subtileza e sensibilidade, a escritora e jornalista turca Asli Erdogan, presa durante 132 dias pelo regime do presidente Erdogan, apresenta nesta obra literária um retrato universal dos excessos de um Estado.
Apesar da dureza do tema, O Edifício de Pedra é um cântico singular e atual, marcado por um lirismo surpreendente.

Aterrorizada pelo espectro da morte, reuni quatro ou cinco palavras ocas, presas no silêncio, usei palavras que se calam mais do que falam. Como se vida quisesse de repente ser contada, descrita, mostrada, despejei sobre o passado metáforas anémicas, verbos tensos como molas, imagens distorcidas. Enquanto tive forças para isso. Entre os muros de palavras que ladeiam o caminho, avancei lentamente, com dificuldade, amparando-me com as mãos, como um espectro surgido ao luar, entrei sem pré-aviso na minha própria história.

Asli Erdogan, 49 anos, é escritora e jornalista. Vive em Istambul, sendo conhecida a sua atividade política, designadamente em defesa dos Direitos do Homem. Foi detida em agosto de 2016 sob acusação de ter defendido, através de artigos publicados em jornais, posições próximas do PKK, opositor do regime de Erdogan. Numa carta escrita na prisão, Asli lembrou: “aqui estou agora, na prisão, por acreditar em palavras como verdade e paz”. Depois de 132 dias presa e arriscando uma condenação a prisão perpétua, aguarda agora em liberdade a decisão do tribunal de Istambul.
 


«Um texto simultaneamente político e pessoal. O Edifício de Pedra é uma bebida forte que se absorve de um só gole, numa algazarra feita de náusea e de contentamento, de prostração e de vitalidade. Trata-se de um texto que faz pensar e sofrer. Tal e qual a grande poesia.» Le Monde des Livres

«O livro é um cântico aos mortos pela violência de Estado. Uma elegia doce, exausta, que persiste, até à transe repetitiva, em dizer, ainda e ainda, o arrebatamento onírico, a existência do drama.» Le Temps

«O edifício de pedra não é uma prisão e um centro de interrogatório onde se fecham os deserdados de um país, mas todas as prisões e todos os centros de interrogatório do mundo, onde homens degradados continuam a sonhar. Um poema em prosa, escrito com a sensibilidade à flor da pele.» José Manuel Barata-Feyo

PortesSujeito a portes
DisponibilidadeEm stock
Desconto imediato de10%
Desconto válido para o dia10/03/2026
ISBN9789897243455
Edição ou reimpressão15/02/2017
Páginas124
Dimensões23.50 x 15.50 x 1.00 cm
Peso485 g
ChancelaClube do Autor
CategoriaLiteratura Internacional
Temática

Relacionados