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O Herói Português da I Guerra Mundial

Uma história de glória e esquecimento de um soldado que se tornou uma lenda.

Na Batalha de La Lys ficou para trás e cobriu a retirada dos camaradas. Durante vários dias vagueou por trincheiras e descampados sobrevivendo graças à sua metralhadora e a um pacote de amêndoas da Páscoa. Ao regressar ao acampamento, depois de matar soldados alemães e salvar civis, foi recebido como um herói. Esta é a história de um homem de coragem que contrariou o destino.

Aníbal Augusto Milhais (1895-1970) partiu de Portugal com pouco mais de 20 anos rumo à Flandres francesa, como «carne para canhão» numa guerra que ceifou a vida de milhões de pessoas. A sua coragem fez dele um herói: na Batalha de La Lys, contrariando as ordens de um oficial, ficou a cobrir a retirada dos seus camaradas portugueses e britânicos. Acompanhado de uma metralhadora ligeira Lewis, a sua Luisinha, foi protagonista de um ato de bravura reconhecido. Depois de dias a vaguear sozinho por trincheiras e descampados, regressou para junto do seu batalhão. E a lenda nasceu.

Ainda na Flandres, passa a ser chamada Milhões (numa alusão ao seu valor) e é condecorado com a Ordem de Torre e Estada. Torna-se, aliás, o único soldado raso a receber ainda em França a mais alta condecoração a que um militar português pode aspirar.

Em 1919, regressa a Valongo (atualmente Valongo de Milhais), casa e tem filhos. A sua história parecia terminada e vetada aos esquecimento quando, em 1924, o jornal Diário de Lisboa decide resgatá-lo fazendo dele uma lenda viva. Numa época em que a República se encontrava moribunda, a exibição de um herói capaz de aglutinar massas em torno do regime e fazer esquecer o estigma de um "Alcácer Quibir do século 20" revestia-se de grande relevância.

Depois disso, a Pátria não se esqueceu do seu herói. Chamou-o recorrentemente para o mostrar em cerimónias do regime, sempre que foi preciso enaltecer a nação e exaltar os valores da «raça». E Milhões lá aparecia onde quer que fosse, fardado e com seis medalhas reluzentes ao peito. 

O jornalista Francisco Galope investigou a história deste transmontano e as muitas lacunas e incongruências que a rodeiam, recorrendo a aqruivos, jornais da época e a entrevistas com familiares do próprio Milhões. O resultado é uma narrativa surpreendente, repleta de pormenores e curiosidades, que se lê como se um romance histórico se tratasse. 

PortesSujeito a portes
DisponibilidadeTemporariamente indisponível
Desconto imediato de10%
Desconto válido para o dia10/03/2026
ISBN9789898461889
Edição ou reimpressão18/06/2014
Páginas256
Dimensões23.30 x 15.50 x 1.70 cm
Peso430 g
ChancelaMatéria Prima
CategoriaHistória e Ciência
Temática