
O Lado Invisível do Mundo
Nos primeiros dias de 1977, ao volante de um Land Rover, José Manuel Barata-Feyo parte sozinho de Paris rumo a África. O jornalista pretendia descer até Angola e regressar por Moçambique. Acabou por dar uma volta ao mundo em reportagem. Este livro dá conta das suas aventuras, e é, simultaneamente, um testemunho revelador sobre o continente e a verdadeira essência do jornalismo.
Nestes tempos de inquietação, em que o jornalista está acorrentado à secretária, como um funcionário aplicado, nestes tempos em que o jornalismo tropeça e vai ao chão das redes sociais, das notícias falsas, dos interesses sem legitimidade democrática dos grupos económicos, das novas formas de censura e, bem mais grave, das rasteiras que alguns jornalistas pregam ao jornalismo, não sei se estas reportagens terão servido, ainda que só um pouco, para recordar o longo e nobre combate da imprensa contra a terra incognita e pela liberdade dos homens. Mas espero que sim. José Manuel Barata-Feyo
Em 1977 José Manuel Barata-Feyo começou uma reportagem que ainda não acabou. Sozinho ao volante de um jipe, deixou a Europa e cruzou África. Recorrendo à sua memória, ao testemunho de amigos e aos inúmeros cadernos de reportagem que encheu ao longo da sua vida profissional, o jornalista conta-nos como foi atravessar África e como essa viagem continua a revelar tanto sobre o continente e sobre a essência do jornalismo.
Partindo dessa viagem única, Barata-Feyo recorda algumas das suas grandes reportagens. Algumas representam um marco no sempre inacabado combate entre o jornalismo independente e o poder político, em democracia; outras tratam temas prementes que, sendo do passado, o são também da atualidade, e outra ainda porque dizem respeito a alguns sítios maravilhosos do nosso planeta que a civilização, o turismo de massas e a poluição ainda não estragaram.
Uma história puxa outra e nunca se sabe quantas virão no final. E poderá ainda encontrar algumas histórias dentro de outras, como nas matrioscas russas.






