
Sinal de GPS Perdido
Viajar está mesmo ao alcance de todos e todas as viagens podem ser surpreendentes. Este livro convida-o a redescobrir o prazer de viajar e a desfrutar em pleno do caminho.
Alternando aventura e caricatos episódios on the road, humor e auto-ironia, memórias pessoais e perplexidade sobre o Outro, reflexão erudita e observações acutilantes sobre a História, a Geografia e o estado do mundo, Cadilhe leva-nos por itinerários inéditos à redescoberta do prazer de viajar e de ler sobre viagens.
É uma consideração que me fazem recorrentemente ─ «Gonçalo, viajar não é para todos!», ou seja, uma espécie de admoestação em tom censório para que me recorde que poder conhecer outras terras e contactar outros povos ainda se trata de um privilégio reservado a poucos: uns mais aventureiros, outros mais endinheirados.
Tal como escrevo neste livro, na época em que vivemos, com as low-costs, com os hostals, com as dicas todas que estão disponíveis na net e os guias de bolso que explicam tudo, com a moeda forte que é o euro, com os vistos que se sacam online, com os fóruns de viajantes e o Google, etc, etc. sim, penso que viajar está mesmo ao alcance de todos.
O que talvez não esteja ao alcance de todos é a experiência, o engenho e o conhecimentos necessários para perceber que cada viagem é única ─ mesmo quando já foi feita por milhões de turistas antes de nós ou ao mesmo tempo que nós, ao nosso lado.
Os destinos descritos neste livro nem sempre são recônditos ou surpreendentes, alguns até figuram entre os mais famosos polos de atração do turismo mundial. Não é, portanto, pelo nível de anonimato ou por uma característica inédita dos destinos e itinerários aqui descritos que vos proponho tentarmos viajar fora dos lugares comuns. É pela perspetiva que apresento sobre esses destinos e itinerários. Gonçalo Cadilhe
Gonçalo Cadilhe desafia o leitor a ir para lá dos lugares-comuns da narrativa de viagens: hoje, o que faz com que uma viagem seja original não é o facto de ser desconhecida para muitos ou de estar reservada a poucos ─ é a perspetiva do viajante.






