
GUIÕES SILVESTRES
«ESTES ENSAIOS ASSUMEM FORMAS COMO O ESTUDO DE CASO, A LEGISLAÇÃO COMPARADA OU A DELIBERAÇÃO. EM VEZ DE 12 HOMENS EM FÚRIA, QUASE DUAS DEZENAS DE MULHERES E HOMENS PONDERADOS», PEDRO MEXIA in PREFÁCIO
A arte pode ser uma preciosa companheira no estudo do Direito; no caso do cinema, pode constituir ponto de partida para, através da vida das personagens, dos seus dramas e das situações mais banais, compreender a Lei, o Direito, a Justiça.
Direito e cinema são, ambos, criações humanas, e por isso convergem nas perguntas que desde sempre acompanham o ser humano: quem somos, como devemos viver em comunidade, o que é a liberdade, como lidamos com o poder, como agimos quando a lei colide com aquilo que, no íntimo, acreditamos ser justo. São perguntas antigas a que Direito e cinema respondem de formas diversas, complementares.
O Direito não se esgota nas leis; a lei cria normas e princípios, mas é na vida das pessoas que Direito e Justiça se revelam.
O cinema desnuda a pessoa que o Direito visa regular. Expõe situações que jamais darão origem a um processo, mas sobre as quais o Direito continua a incidir, e alerta para situações em que o uso acrítico da lei serve mais quem detém o poder do que os direitos dos cidadãos.
Por estas razões, a relação existente entre Direito e cinema não interessa apenas a juristas.






