
LIGAÇÕES PERIGOSAS
NO CASO DOS SWAPS,
HOUVE VÍTIMAS E ACUSADOS, VERDADES
E MENTIRAS, AMIGOS QUE SE TORNARAM INIMIGOS.
MAS NINGUÉM ADMITIU TER ERRADO.
SERÁ QUE SERVIU DE LIÇÃO?
Três mil milhões de euros. Quase 2% da riqueza do país, um valor
superior aos subsídios de férias e de Natal de todos os funcionários
públicos e pensionistas. Foi este o valor envolvido no escândalo dos
swaps, um caso que tornou vulgar uma estranha palavra vinda do
mundo financeiro.
Na verdade, é o resultado de uma relação muito particular e de
grande dependência entre a Banca e o Estado, que levanta muitas
questões éticas: entre que propõe os negócios e quem os assina;
entre quem integra a dança de cadeiras entre os mercados e os
governos.
Em Ligações Perigosas, fique a perceber, em definitivo, o que levou à
contratação desenfreada de swaps por parte dos gestores de
empresas públicas, os danos potenciais, as decisões do Governo, os
protagonistas de um lado e do outro. E fique a saber de que forma a
Banca e o Estado se relacionam e o que foi feito (ou não) para evitar
novo escândalo.
«O mínimo que se pede após o escândalo dos swaps é que o Estado
assegure todas as condições para que estes não voltem a ameaçar os
contribuintes com custos difíceis de suportar.»






