
MATAI-VOS UNS AOS OUTROS
PRÉMIO CAMILO CASTELO BRANCO
«Talvez o melhor romance policial português», Óscar Lopes
António Santiago, 36 anos, «agente da Polícia Judiciária por necessidade – e a conselho e pelas cunhas do padrinho, chefe da brigada de costumes», chega um dia a Vila Velha com uma missão muito definida: descobrir quem matou Manuel dos Santos, importante figura local, especulador de terras e comerciante de duvidosos escrúpulos.
António Santiago, 36 anos, «agente da Polícia Judiciária por necessidade – e a conselho e pelas cunhas do padrinho, chefe da brigada de costumes», chega um dia a Vila Velha com uma missão muito definida: descobrir quem matou Manuel dos Santos, importante figura local, especulador de terras e comerciante de duvidosos escrúpulos.
A polícia é chamada por D. Carmo, agora viúva, que alega ter sido o marido envenenado. Principais suspeitos? O diretor do banco, o padre, o oficial da Guarda, o administrador do concelho, o médico pessoal, as sobrinhas, entre outros… Ou seja: todos os dez convivas que na noite anterior haviam jantado no Bulhão, residência do defunto e palacete por todos invejado.
Demorará o investigador uma semana a deslindar o caso. Obra proibida pelo regime fascista, Matai-vos Uns aos Outros envolve o leitor desde a primeira página e constitui um refinado fresco de um país onde hipocrisia, impunidade e repressão andam de mãos dadas.
«Jorge Reis tanto brinca como zomba com esta fatalidade», Aquilino Ribeiro
«Estamos, de facto, diante de uma obra que se recomenda pela escrita e até pela efabulação», João Gaspar Simões






